Como educar crianças e adolescentes para relações mais presentes em um mundo cada vez mais conectado? Essa foi uma das reflexões que marcou o encontro “Entre telas e afetos”, realizado pelo Colégio Itamarati com a participação de Jaime Ribeiro, escritor, pesquisador das relações humanas na era digital e CEO da Educa.
Mais do que discutir o uso das telas, o encontro trouxe para o centro da conversa uma questão cada vez mais presente na educação: como equilibrar a presença da tecnologia na vida cotidiana com a necessidade de cultivar vínculos, diálogo e relações humanas significativas?
A tecnologia já faz parte da forma como crianças e adolescentes aprendem, se comunicam e descobrem o mundo. Por isso, educar para o contexto atual não significa afastá-los das ferramentas digitais, mas ajudá-los a desenvolver uma relação consciente, equilibrada e responsável com elas.
Entre conexão digital e presença
Estar conectado não significa, necessariamente, estar presente. Em meio a notificações, redes sociais, jogos, conteúdos e diferentes estímulos digitais, torna-se cada vez mais importante criar espaços para a escuta, a conversa, a convivência e as experiências compartilhadas.
A presença dos adultos tem papel fundamental nesse processo. Família e escola podem contribuir para que crianças e adolescentes desenvolvam referências para lidar com a tecnologia, reconhecendo seus benefícios e também compreendendo quando é necessário estabelecer limites, fazer pausas e priorizar as relações.
O que nenhuma tela substitui
Brincar, conversar, olhar nos olhos, compartilhar experiências, lidar com conflitos, ouvir e ser ouvido são aprendizagens que acontecem na relação com o outro. São experiências que contribuem para o desenvolvimento da autonomia, da empatia, da responsabilidade e de habilidades socioemocionais fundamentais para a vida.
Foi a partir dessa perspectiva que o “Entre telas e afetos” reuniu famílias e educadores do Colégio Itamarati para ampliar o olhar sobre os desafios de educar na era digital. Um convite para pensar não apenas sobre o tempo diante das telas, mas sobre a qualidade da presença que oferecemos às crianças e aos adolescentes.
Porque preparar para o futuro também significa fortalecer, no presente, aquilo que continua essencial: a presença, o diálogo, a escuta e os afetos.


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